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Quem Somos

Jornal da Constituinte N.º 15, 7-13.9.1987

O Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos do Rio Grande do Sul foi fundado em 20 de agosto de 1985, inspirado em seu congênere carioca, o IBEM “João Camillo de Oliveira Torres” e motivado pelo propósito de influenciar a Assembléia Nacional Constituinte que viria a ser convocada pela Emenda nº 26 à Constituição Federal de 1967.

Nosso objetivo inicial era o de impedir que, a exemplo das cartas republicanas anteriores, a futura Constituição contivesse a “cláusula pétrea” que proibia a discussão da forma republicana de governo e, conseqüentemente, a possibilidade da instauração democrática do Parlamentarismo Monárquico no Brasil. Nessa jornada, mostrou-se decisiva a participação do Deputado Cunha Bueno (SP), 4º Secretário da Mesa da Câmara dos Deputados. Graças ao seu dinamismo, foi possível ir muito além da simples extinção da cláusula que manteve os monarquistas “fora da lei” desde 1891; tirando partido da possibilidade de apresentação de emendas populares, prevista pelo art. 24 do Regimento Interno da Assembléia Nacional Constituinte, o IBEM-RS foi às ruas e ajudou a coletar 44.632 assinaturas em apoio à emenda popular nº 051, a qual convocaria um plebiscito para escolher o regime de governo adequado para o Brasil, entre república presidencial, república parlamentar ou monarquia parlamentar. Derrotado o parlamentarismo, o Deputado Cunha Bueno habilmente articulou o apoio dos constituintes parlamentaristas à emenda popular, a qual resultou incluída no art. 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, convocando o plebiscito para o dia 7 de setembro de 1993.

O açodamento dos parlamentaristas republicanos levou à promulgção da emenda constitucional nº 2/92, antecipando o plebiscito para o dia 21 de abril de 1993 e prejudicando o debate com a sociedade brasileira. Sob a liderança do Deputado Cunha Bueno, o IBEM-RS colaborou com o Movimento Parlamentarista Monárquico (MPM), participando de inúmeros debates e organizando a campanha monarquista em todo o Rio Grande do Sul. Esclarecido ou não, o povo brasileiro democraticamente decidiu pela manutenção da malfadada república presidencialista, honrando-nos com 12% dos sufrágios. Respeitoso à manifestação soberana da vontade popular, o IBEM-RS recolheu-se aos estudos monárquicos, compartilhando da sincera esperança da nação brasileira em dias melhores. Após dez anos de silêncio e frustração com os rumos de um país que continua não sendo mãe gentil para a maior parte dos filhos deste solo, o IBEM-RS volta à ativa, fiel à defesa de um regime democrático, monárquico, parlamentar e federativo como desenho institucional mais adequado para que o Brasil assuma o lugar que lhe cabe no concerto das nações.

O IBEM-RS vê nos descendentes do Imperador D. Pedro II os depositários de uma tradição de soberania, independência, tolerância e democracia que fez do Brasil um país respeitado mundialmente no século XIX; espera de todos esses príncipes e princesas que se mostrem à altura dessa herança, por seus atos e opiniões; e considera que o Trono do Brasil pertence ao povo, cabendo aos seus representantes no Parlamento o reconhecimento do príncipe ou princesa em cuja pessoa será instaurada a monarquia em nosso país.

O IBEM-RS permanece, como sempre, pronto a colaborar em conjunto com as demais entidades monárquicas brasileiras em prol de nossa causa comum, sabedor de que a instauração da monarquia não cairá do céu: se não vier do trabalho paciente e dedicado dos que, como nós, acreditam na excelência do parlamentarismo monárquico, não virá de lugar algum. Portanto, mãos à obra!


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Saiba quanto estamos pagando para custear a República, essa Nova República (1985 - ...), legítima continuadora do golpe de 15.11.1889!

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